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Casa de Cultura Elbe de Holanda  |  Elbe de Holanda  |  GATIG – Grupo de Artes e Teatro da Ilha do Governador

           O GATIG – Grupo de Artes e Teatro da Ilha do Governador foi fundado em 27 de novembro de 1972 por Elbe de Holanda, a Tia Elbe, num dia de chuva, quando a Tia chamou algumas amigas de suas filhas para uma noite de brincadeiras. Nessa noite ocorreu um “apagão” devido à chuva e durante a ocasião surgiu a idéia de montar com aquele grupo de jovens o espetáculo “Feia”, de Paulo Magalhães. O pai de uma das meninas (atrizes) sugeriu um nome para o grupo: Grupo Amador de Teatro da Ilha do Governador (GATIG). Assim nascia o maior e mais antigo grupo de teatro do Rio de Janeiro!

           A estréia do GATIG foi no Teatro Lemos Cunha com o espetáculo “Feia”, de Paulo Magalhães . Com o passar do tempo, Tia Elbe, começou a sentir dificuldades na escolha de novos textos para montagem, devido aos altos custos com os Direitos Autorais, e começou então a escrever seus próprios textos. No final dos anos 70 o grupo mudou seu nome substituindo a expressão “Amador de” para “de Artes e” e começou a participar de Festivais.

           Nos anos 80, foi um dos grupos fundadores da FETAERJ – Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro – e de outros órgãos de muita importância para as Artes-Cênicas no Estado.

           Na segunda metade dos anos 80, liderou a campanha “Teatro a Ilha Quer!” que, através da Secretaria de Cultura do Município do Rio de Janeiro, conquistou o “Circo Teatro Elbe de Holanda”, mais conhecido como “Lona Cultural”, que foi construído no Aterro do Cocotá. Nesse espaço o grupo realizou o “Amador ta na Lona!”, evento que reuniu cerca de 20 grupo de teatro da cidade do Rio. Além disso, lá realizaram-se shows, exposições, apresentações teatrais, espetáculos de dança, eventos comunitários e beneficentes. O GATIG administrou esse espaço até dezembro de 1989. Nessa época, o GATIG chegou a ter mais de 100 componentes, entre atores, atrizes, técnicos (som e luz), músicos, cenógrafos, figurinistas, maquiadores, iluminadores, contra-regras, diretores e produtores.

           Durante os anos 80 e 90 o GATIG participou de muitos Festivais em todo o território Brasileiro e ganhou inúmeros prêmios em muitos deles. Tia Elbe escreveu mais de 50 textos teatrais, entre infantis e adultos, e foi também muito premiada com muitos deles. O GATIG também sempre foi muito conhecido no bairro por levar espetáculos de teatro para comunidades carentes, principalmente na Ilha do Governador.

           Nos anos 90 o GATIG realizou muitos trabalhos nos teatros Lemos Cunha e Óperon. Nesse último chegou a criar a “OTO” – Oficina de Teatro Óperon – onde Tia Elbe e outros professores de teatro do GATIG formaram muitos dos atuais atores e atrizes do grupo.

           No ano 2000 Tia Elbe escreveu e montou o espetáculo “Brasil 500” , o último de sua carreira. Com esse espetáculo o GATIG ficou em cartaz no Teatro Óperon durante todo o mês de abril. Em setembro o ator Rodrigo Malvar produziu o “I Festival de Esquetes Elbe de Holanda” e conseguiu reunir vários grupos de teatro da Ilha do Governador. No 2º semestre deste mesmo ano, Tia Elbe ficou doente e veio a morrer em 27 de janeiro de 2001.

           Após a perda da Tia, o grupo se reúne e realiza a maior Assembléia já registrada em toda a sua história. Nela, Gustavo Inúbia (um dos atores do grupo) se torna Presidente e Antônio Holanda (filho da Tia Elbe) resolve montar o espetáculo “Dim Dom” em homenagem a Elbe de Holanda Era a peça de teatro que ela mais gostava e de maior sucesso do grupo nos anos 80, quando em 1985 realizou uma temporada de um mês no Teatro Villa-Lobos, em Copacabana.

           “Dim Dom” estreou em junho de 2001 (mês de aniversário da Tia) no Teatro Óperon e bateu todos os recordes de bilheteria do espaço. Nesse ano o GATIG não conseguiu realizar a 2ª edição do Festival de Esquetes, por falta de espaço.

           Em 2 de junho de 2002 o GATIG e a memória da Tia Elbe receberam o seu maior presente: a Casa de Cultura Elbe de Holanda!

           Nesse século XXI, o GATIG continua trabalhando pela democratização do teatro. O grupo volta a montar belos espetáculos, volta a levar projetos para comunidades carentes e continua realizando anualmente os seus principais projetos, como “A Paixão de Cristo”, que acontece sempre na sexta-feira santa, e o “Festival de Esquetes Elbe de Holanda”, que acontece sempre no mês de novembro. E se “aloja” definitivamente na Casa de Cultura, o espaço que nasceu para homenagear e imortalizar a figura mais importante da cultura insulana: a Tia Elbe!

           O GATIG prossegue, perseguindo seus ideais, que eram os de Tia Elbe, de construir e divulgar o teatro e a cultura, como forma de humanizar os homens.

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